Rã-verde...

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Rã-verde...

Mensagem  Mandrágora em Qui 12 Jul 2012 - 0:12

Rã-verde
Pelophylax perezi (Seoane 1885)


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Ranidae
Género: Pelophylax
Espécie: Pelophylax perezi

Anteriormente designada Rana perezi, pertencendo ao género Rana, hoje, o nome mais aceite ente a comunidade científica é o Pelophylax perezi.



Descrição
A rã-verde é o anfíbio mais abundante e fácil de observar da fauna portuguesa. Pode alcançar os 10 cm mas, em média, não ultrapassa os 7,5cm.
O focinho é ligeiramente pontiagudo e possui os olhos dispostos dorsalmente, proeminentes e bastante juntos, com a pupila horizontal elíptica e íris dourada co pigmentação mais escura. O tímpano, localizado atrás dos olhos é bem visível e normalmente acastanhado.
Os membros posteriores possuem membranas digitais bem desenvolvidas.
A pele é lisa ou relativamente rugosa, com uma coloração dorsal normalmente verde, mas que pode variar entre o acastanhado ou acinzentado até tons bastante escuros. É vulgar apresentarem manchas escuras dispostas irregularmente, uma linha vertebral verde clara e duas pregas glandulares bem marcadas dorso-lateralmente. O ventre é esbranquiçado e pode possuir manchas mais escuras.
Os machos possuem um saco vocal acinzentado, que quando não se encontra insuflado é possível identifica-lo através da presença de pregas cutâneas de cada lado da garganta. Os membros anteriores são proporcionalmente maiores e mais robustos em relação aos membros da fêmea. Na altura da reprodução, os machos possuem uma calosidade nupcial escura na parte interna do primeiro dedo de cada membro anterior, que o ajuda a agarra-se à fêmea no amplexo axilar. As fêmeas são, em geral, de maiores dimensões que os machos.



Comportamento
A rã-verde apresenta actividade diurna e nocturna, passando a maior parte do tempo dentro de água. Durante o dia é vulgar encontrar esta rã nas orlas dos cursos de água ou sobre as plastas aquáticas expostas ao sol. À noite, o aumento de humidade no ar proporciona-lhe a capacidade de se afastar consideravelmente da água para procurar alimento ou melhores locais.
Em locais onde o Inverno é mais rigoroso, por norma, está é uma espécie que hiberna, durante tempo variável, dependendo da região, podendo estender-se de Novembro a Março. Nas regiões mais quentes esta rã pode não chegar a hibernar.
Os seus principais predadores são as cobras-de-água, cobra-de-escada e cobra-rateira, aves (como as cegonhas e garças e rapinas) e mamíferos (como a lontra).

Alimentação
A alimentação da rã-verde baseia-se maioritariamente em invertebrados, como insectos, aracnídeos, crustáceos e moluscos. Pode também, alimentar-se de pequenos peixes e anfíbios, incluindo indivíduos da própria espécie. Os girinos alimentam-se essencialmente de algas e detritos.

Reprodução
A época de reprodução ocorre durante a Primavera, principalmente durante os meses de Maio e Julho. Apesar do seu coaxar ser ouvido durante todo o ano, nesta época os machos são muito mais ruidosos na perseguição das fêmeas. O amplexo é axilar (o macho agarra a fêmea pelas axilas) e é mais frequente ocorrer à noite. A fêmea deposita entre 800 a 10000 ovos, em cachos na superfície da água ou aderente à vegetação ou a rochas. A eclosão dos ovos dá-se entre 5 e 8 dias após postura e o seu desenvolvimento é bastante lento, cerca de 2 a 4 meses, no entanto, a metamorfose pode ocorrer apenas na Primavera seguinte.

Habitat
A rã-verde é uma espécie dulçaquícola sempre associada a massas de água, de preferência permanentes, aparecendo em praticamente todo o tipo de biótopos, como rios, lagos, lagoas, ribeiros, sapais, pântanos, lameiros, barragens e até reservatórios construídos pelo Homem. Está bem adaptada a meios urbanos e tolera um certo grau de poluição e de salinidade.

Distribuição
A rã-verde distribui-se pela Península Ibérica e Sul de França. Em Portugal, ocorre continuamente em todo o território, sendo possível observá-la desde o nível do mar até Às zonas de montanha (2000m na Serra da Estrela).



Estatuto de conservação
Está espécie está classificada como pouco preocupante (segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e a IUCN), não sendo alvo de nenhuma ameaça que tenha efeitos significativos nas populações, que se consideram estáveis e em expansão para maiores altitudes, como resultado das alterações climáticas.
As suas ameaças são a destruição de habitat, principalmente devido à intensificação da agricultura, poluição das massas de água, caça de indivíduos para alimentação, hibridação com espécies introduzidas (como a Rana esculenta) e predação por parte de espécies introduzidas (como a perca-sol, Lepomis gibbosus).


Bibliografia:
Almeida, N.F. et.al. 2001. Guia FAPAS – Anfíbios e Répteis de Portugal. FAPAS. Porto. p. 99-101

http://amphibiaweb.org/cgi/amphib_query?where-genus=Rana&where-species=perezi
http://naturdata.com/Pelophylax-perezi-15788.htm
http://naturlink.sapo.pt/NaturSAPO/Fichas-de-Anfibios/content/Ficha-da-Ra-verde?bl=1&viewall=true
http://www.azibo.org/anfibios/ra_vrd.html
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/58692/0





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