Estudo revela que 94 por cento dos jovens portugueses considera trabalhar no estrangeiro

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Estudo revela que 94 por cento dos jovens portugueses considera trabalhar no estrangeiro

Mensagem  Mandrágora em Ter 4 Dez 2012 - 16:31




Estudo revela que 94 por cento dos jovens portugueses considera trabalhar no estrangeiro

Um estudo que tem o objectivo de conhecer as intenções das gerações mais jovens em relação à formação e ao emprego, sob o tema «Trabalhar no estrangeiro», revelou que 94 por cento dos jovens portugueses considera a possibilidade de trabalhar fora do país.

Este é o 6º inquérito sobre emprego do ano e foi lançadopor um portal para universidades nacionais (Universia Portugal) e uma comunidade internacional de emprego formada por uma ampla rede de sites associados (instituições de ensino superior, meios de comunicação social e empresas, entre outros). No estudo, participaram 11937 pessoas, entre os 17 e 30 anos, de dez países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico e Uruguai.


A hipótese de trabalhar fora do país revela-se globalmente interessante para a maioria dos portugueses que participou no estudo (94 por cento). Aliás, 63 por cento dos inquiridos respondeu que o faria em qualquer área ou profissão, mesmo que não estivesse relacionado com a sua formação académica.

Relativamente às razões que os levariam a trabalhar no estrangeiro, 45 por cento dos participantes considera que essa experiência permitiria obter benefícios pessoais e profissionais. Para os restantes, este passo pode também trazer por acréscimo a possibilidade de arranjar um emprego melhor (38 por cento) ou de aumentar a rede de contactos (15 por cento). A decisão, estaria ligada a uma futura projecção profissional, longe de objectivos de curto prazo, como por exemplo viajar ou simplesmente a diversão (dois por cento).

Relativamente ao período de tempo em que estariam dispostos a estar fora do seu país, a maior percentagem recai sobre os que consideram que o mais indicado seria um período superior a oito anos (39 por cento), já 34 por cento iria entre um a três anos, e 21 por cento de quatro a sete anos. Por outro lado, apenas seis por cento dos inquiridos refere que esta experiência seria por um período inferior a um ano.



Contras

Como principal obstáculo para trabalhar noutros países surge a distância dos familiares (30 por cento), seguido da língua (22 por cento), o custo (15 cento), a instabilidade laboral (dez por cento) e o facto de ainda não se ter terminado o curso (oito por cento). Apesar disso, nove por cento dos inquiridos considera que no momento não existiria qualquer impedimento para se lançarem à aventura.

Este estudo é importante “para conhecer as expectativas dos estudantes relativamente à sua carreira profissional, bem como as suas intenções para ultrapassar as dificuldades que os jovens hoje têm em encontrar emprego na actual conjuntura”, segundo salientou Bernardo Sá Nogueira, director-geral do Universia Portugal e do portal trabalhando.pt.

Saliente-se que 51 por cento dos participantes responderam estar desempregados. Dentro da percentagem dos inquiridos, fora do sistema laboral, a maioria (43 por cento) pretende estudar idiomas nos próximos meses. O resultado indica que existe a intenção de ultrapassar a barreira idiomática, de forma a aceder à possibilidade de viajar para o estrangeiro em busca de novas oportunidades. Os restantes, por sua vez, planeiam trabalhar no estrangeiro ou em algo que não esteja relacionado com a sua formação académica (33 por cento), ou tirar uma pós-graduação (24 por cento).

Muitos dos dados portugueses são coincidentes com os dos jovens ibero-americanos, mas existe grande discrepância relativamente à duração da experiência, uma vez que estes últimos preferiam limitar-se a permanecer fora do seu país de origem por um período entre um a três anos (47 por cento) e como principais obstáculos apontam a língua (33 por cento) e os custos (16 por cento). Entre os entrevistados, destaca-se uma maior presença masculina (53 por cento) sobre a feminina (47 por cento).

Fonte: CiênciaHoje

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