Ambientalistas dizem que Estado vai falhar medidas da UNESCO para Foz Tua

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Ambientalistas dizem que Estado vai falhar medidas da UNESCO para Foz Tua

Mensagem  Mandrágora em Sex 21 Dez 2012 - 13:17




Ambientalistas dizem que Estado vai falhar medidas da UNESCO para Foz Tua

Cumprir as medidas adicionais exigidas sairá mais caro do que parar a construção da barragem, dizem em comunicado.

Ambientalistas e defensores da Linha do Tua afirmaram nesta quinta-feira que o Estado português não vai cumprir os "difíceis" compromissos assumidos com a UNESCO, cuja concretização será mais cara do que parar a barragem.

As diversas entidades opositoras ao empreendimento avançaram, em comunicado enviado às redacções, que o Estado deveria elaborar até 1 de Fevereiro um "Plano de Gestão da Zona", com força de lei, que proteja o Douro "dos impactos cumulativos de infra-estruturas como barragens, linhas eléctricas e estradas".

Esse plano, referem, anda a ser preparado nos gabinetes, sem ouvir as partes interessadas e, se o Estado cumprir o prazo, algo que consideram ser “improvável", será "inevitavelmente" em detrimento das populações e da economia local.

Ainda segundo o comunicado, a UNESCO concorda com o encerramento da central eléctrica, mas exige conhecer e pré-aprovar soluções para a subestação e para a linha de muito alta tensão, para as quais ainda não existem projectos.

A organização critica ainda a inutilidade da Linha do Tua, considerando que a solução de mobilidade proposta pela EDP e Governo "não satisfaz as necessidades, quer das populações locais, quer do turismo" e exige uma solução alternativa e a reposição da navegabilidade do Douro.

"Se, contra toda a evidência, as exigências da UNESCO vierem a ser cumpridas, isso terá um sobrecusto elevado pelas nossas estimativas, cerca de 150 milhões de euros, além dos 300 milhões de euros antes previstos", acrescentam.

Este valor será "inevitavelmente" pago pelos cidadãos portugueses. Por isso, parar a barragem seria "muito mais barato" do que cumprir as medidas adicionais exigidas.

"Há um risco real de o Alto Douro entrar na lista do ‘Património em Risco’ e, eventualmente ser desclassificado, devido à subserviência do Estado português ao lobbie do betão e do electrão", salientam as organizações ambientalistas.

O relatório da missão da UNESCO ao Douro concluiu que a construção do aproveitamento hidroeléctrico de Foz Tua, de acordo com o projecto revisto, é compatível com a manutenção do Alto Douro Vinhateiro na Lista do Património Mundial.

Na opinião dos ambientalistas, esse relatório, resultante da missão de Agosto, é "dúbio", porque reconhece que a barragem implica a perda de valores "muito importantes", mas não exige a paragem das obras. A barragem do Foz Tua provocará, consideram, "danos brutais e irreversíveis" no desenvolvimento local, paisagem, património e ecossistemas.

No ano em que o Alto Douro Vinhateiro comemora 11 anos como Património da Humanidade, os ambientalistas e amigos da Linha do Tua referem que o aniversário é marcado pela "farsa" da suposta compatibilidade da barragem com a classificação de Património Mundial.

O comunicado é assinado, entre outros, pelo Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Quercus, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS) e Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT).

Fonte: Público

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