Universidade do Algarve desenvolveu produção de bioetanol a partir de resíduos de polpa de alfarroba

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Universidade do Algarve desenvolveu produção de bioetanol a partir de resíduos de polpa de alfarroba

Mensagem  Mandrágora em Qua 30 Jan 2013 - 18:31




Universidade do Algarve desenvolveu produção de bioetanol a partir de resíduos de polpa de alfarroba

Investigadores da Universidade do Algarve desenvolveram uma tecnologia de elevado rendimento para a produção de bioetanol a partir de resíduos de polpa de alfarroba, o que é particularmente relevante dado que até 2020 a gasolina na UE deverá incorporar 20% deste álcool.

Uma equipa de investigadores do Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental da Universidade do Algarve desenvolveu um processo de produção de bioetanol de 2ª geração (usualmente designado álcool etílico) a partir de resíduos de polpa de alfarroba provenientes da indústria de transformação da região do Algarve, resíduos esses que são usualmente desaproveitados ou têm apenas uma valorização marginal através da sua incorporação em rações para animais.

Esta tecnologia tem particular interesse devido à obrigação imposta pela União Europeia de incorporar 20% de bioetanol na gasolina até 2020, não existindo actualmente qualquer unidade de produção de bioetanol em Portugal pelo que, se esta situação se mantiver, será necessário importar este biocombustível para cumprir a directiva comunitária. O desenvolvimento desta tecnologia e o aproveitamento destes resíduos podem vir a contribuir para que tal importação não venha a ser necessária ou seja minimizada.

A fermentação alcoólica testada neste estudo foi realizada por uma estirpe autóctone da levedura Saccharomyces cerevisiae, isolada pela equipa do projeto, tendo sido conseguidos rendimentos etanólicos muito elevados, próximos do máximo teórico (0,51g/g). O resíduo de polpa de alfarroba revelou-se assim uma matéria-prima excelente e de baixo custo para a produção de bioetanol de 2ª geração, com potencial tecnológico e económico para uma biorrefinaria. Esta matéria-prima é na verdade um subproduto da indústria alimentar, não competindo com esta, tendo o agrupamento dos industriais de transformação de alfarroba do Algarve sido parceiros do projeto.

Fonte: Naturlink

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